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SAGA DO REI MENINO, A
978-989-8092-14-4
Nunca a vida de D. Sebastião foi contada
de forma tão apaixonante. A História e a Lenda cruzam-se neste romance biográfico sem igual.
"El-rei dom Sebastião; el-rei dom Sebastião! Eis como estas palavras chegam à nossa história, fazendo do principezinho um rei de três anos de idade, o rei menino. (…) Foste talvez o único rei português que chegou ao trono sem saber o que era anÂdar roÃdo pelo desejo diabólico de poder e de glória. (…) Eras verdadeiro e autêntico em tudo o que dizias e fazias e isso chega para fazer de ti um caso especial entre os monarcas portugueses."
"Hoje, à distância, convenço-me que a derrota de Alcácer Quibir teria ainda sido mais funda se a batalha não se tivesse perdido. (…) As vitórias são quase sempre uma distracção de superfÃcie, um vento enganador de euforia e arrogância, enquanto as derrotas, exigindo um esforço de concentração e uma consÂciência da humildade, podem ser o momento da criação. Alcácer Quibir foi para os portugueses uma derrota dessa ordem; ganhava-se mais perdendo e perdia-se mais ganhando. (…)Alcácer Quibir é o momento mais tenebroso da História de um povo, uma derrota ignominiosa, uma página de luto e escuridão, feita de carne, sangue e lágrimas, uma catástrofe gigantesca que é impossÃvel fitar de frente, mas é ao mesmo tempo o seu momento mais luminoso e epifânico, aquele de que se esperou sempre salvação, vida eterna e imortalidade, tudo o que é extraordiÂnário e glorioso."
"Vejo Sebastião no momento da partida para Alcácer Quibir como um joÂvem músico antes do seu primeiro concerto. Tem no rosto as alegrias da espera e nos olhos o pavor do escuro. Amedronta-o a iniciação."
"Ainda hoje o Encoberto é uma figura da nossa vida; basta que esteja num poema de Fernando Pessoa para andar por perto. Não admira que quase quinhentos anos depois de Alcácer Quibir ainda haja gente à tua espera, ó Sebastião. Assim, meu amigo, não custa morrer aos vinte e quatro anos, nem perder uma batalha, nem ter uma estrela funesta no destino. Por isso, o meu último vocativo para gente de carne e osso devia ser para ti, meu extraordinário rei de Portugal."
António Cândido Franco